/// MESTRES DO CONCRETO /// ARQUITETURA & DESIGN ///
Mestres do Concreto
Sistema ECORISK
FRAMEWORK CIENTÍFICO

ECORISK®

A Bússola Definitiva para o Concreto Inteligente

Framework integrado que unifica 6 indicadores de ecoeficiência e 7 domínios de risco em um único índice ponderado, baseado na metodologia científica de Derringer-Suich (1980) e Souza et al. (2021).

O Conceito de Concreto Inteligente

"O que não pode ser medido, não pode ser melhorado."
— Peter Drucker

Por décadas, a avaliação de um traço de concreto esteve ancorada em dois pilares principais: resistência (fck) e custo. Embora eficaz, essa abordagem bidimensional hoje se mostra insuficiente para as complexidades da construção civil moderna.

O mundo mudou. A urgência climática exige um olhar atento ao impacto ambiental, enquanto a busca por edificações mais duráveis demanda uma gestão de riscos muito mais sofisticada. Não basta que o concreto seja forte e barato; ele precisa ser sustentável, resiliente e confiável ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Desempenho

Resistência, trabalhabilidade e durabilidade mecânica.

Custo

Otimização financeira em todo o processo construtivo.

Sustentabilidade

Ecoeficiência: CO₂, recursos naturais, ecotoxicidade.

Gestão de Riscos

Análise preditiva de patologias e falhas.

Metodologia Científica

Baseado na Função de Desejabilidade de Derringer-Suich (1980), validada academicamente por Souza et al. (2021).

Função de Desejabilidade

A função de desejabilidade é um método estatístico para otimização de múltiplas respostas. A ideia central é que a "qualidade" de um produto com múltiplas características é completamente inaceitável se qualquer uma delas estiver fora dos limites desejados.

Desejabilidade Global (D):

D = (d₁ × d₂ × ... × dₖ)1/k

Onde k = número de respostas e dᵢ = desejabilidade individual (0 a 1)

Propriedade importante: Se qualquer resposta Yᵢ for completamente indesejável (dᵢ = 0), a desejabilidade global será zero.

Sobre os Ombros de Gigantes

"A metodologia de ecoeficiência utilizada nesta plataforma é inspirada no trabalho de Souza, A. M. et al. (2021), 'Application of the desirability function for the development of new composite eco-efficiency indicators for concrete', publicado no Journal of Building Engineering."

DOI: 10.1016/j.jobe.2021.102374

"Dai a cada um o que lhe é devido" — Romanos 13:7

Os 6 Indicadores de Ecoeficiência

Cada indicador é transformado em uma nota de 0 a 1, onde 1 representa o cenário mais desejável (maior ecoeficiência).

RIE

Redução de Impactos de Energia

Mede o consumo de energia não renovável (petróleo, carvão) na fabricação dos componentes, principalmente o cimento.

RIM

Redução de Impactos de Materiais

Avalia o esgotamento de recursos naturais. Um RIM alto indica bom uso de materiais reciclados e eficiência hídrica.

RGE

Redução de Gases de Efeito Estufa

O indicador mais famoso. Mede a contribuição do seu concreto para o aquecimento global (pegada de carbono).

RPE

Redução do Potencial de Ecotoxicidade

Avalia o risco de substâncias químicas presentes nos materiais causarem danos à vida aquática e terrestre.

AEO

Acidificação, Eutrofização, Ozônio

Mede a emissão de gases que, além do efeito estufa, degradam a atmosfera de outras formas (chuva ácida, ozônio).

EEP

Ecoeficiência Potencial

Consolida tudo em uma única nota, representando a 'Ecoeficiência Potencial' do seu traço de concreto.

Os 7 Domínios de Risco

Análise preditiva de patologias em sete áreas fundamentais do ciclo de vida do concreto.

RET

Retração

A tendência do concreto de encolher ao secar. Previne fissuras superficiais nas primeiras horas.

Evita: Fissuras superficiais após concretagem
ADE

Aderência

A 'cola' entre o concreto e outros materiais (aço, revestimentos).

Evita: Desplacamento de fachadas
ACU

Acústica

A capacidade do concreto de isolar ruídos conforme NBR 15575.

Evita: Falha em normas de desempenho
BOM

Bombeamento

A fluidez e coesão do concreto para ser bombeado sem entupimentos.

Evita: Entupimento de tubulação
FIS

Fissuração

O risco de surgirem fissuras por calor, carga ou outras tensões estruturais.

Evita: Fissuras estruturais
CUR

Cura

O processo de endurecimento e ganho de resistência do concreto.

Evita: Resistência abaixo do projetado
EXE

Execução

A qualidade dos processos no canteiro: vibração, fôrmas, logística.

Evita: Falhas de vibração ou fôrmas

Sistema de Pesos

Atribua importância de 1 a 5 para cada critério. Os pesos são convertidos em expoentes da função de desejabilidade.

PesoDescriçãoExpoente (s)Comportamento
1Pouco Importante0.2Convexa (aceita valores baixos)
2Relevante0.5Ligeiramente Convexa
3Importante1.0Linear (padrão)
4Muito Importante2.0Ligeiramente Côncava
5Crítico5.0Côncava (exige valores altos)

Índice ECORISK (Dw)

Fórmula da Desejabilidade Global Ponderada:

Dw = (d₁w₁ × d₂w₂ × ... × d₁₃w₁₃)1/(w₁+w₂+...+w₁₃)

Este Índice ECORISK (Dw), um valor único entre 0 e 1, representa a "qualidade geral" do traço de concreto, considerando simultaneamente seu desempenho técnico, riscos e impacto ambiental, tudo ponderado pelas prioridades do projeto.

Fluxo de Decisão

Da medição à ação: como o ECORISK transforma dados em decisões inteligentes.

1

Calcule

Analise seu traço atual e obtenha um Índice ECORISK (ex: 0.68).

2

Diagnostique

Visualize quais critérios estão puxando seu índice para baixo (gráfico de radar).

3

Receba Recomendações

O Intelligence Core sugere ações específicas de mitigação.

4

Simule

Crie uma versão 2 do seu traço com as alterações sugeridas.

5

Compare e Decida

Veja lado a lado os índices e tome a decisão baseada em dados.

Calcule seu Índice ECORISK

Atribua pesos aos 13 critérios de ecoeficiência e risco para visualizar o índice do seu traço em tempo real.

CALCULADORA INTERATIVA

Índice ECORISK®

Atribua pesos aos 13 critérios e visualize seu índice em tempo real

Índice ECORISK

60%
BOM

Traço bem equilibrado

Ecoeficiência

60%

Gestão de Risco

60%

Radar de Ecoeficiência

RIERIMRGERPEAEOEEP12345
Ecoeficiência
Risco

Radar de Gestão de Risco

RETADEACUBOMFISCUREXE12345

Indicadores de Ecoeficiência

6 critérios
RIEECO

Redução de Impactos de Energia

Consumo de energia não renovável na fabricação

3

Importante

12345
RIMECO

Redução de Impactos de Materiais

Esgotamento de recursos naturais e eficiência hídrica

3

Importante

12345
RGEECO

Redução de Gases de Efeito Estufa

Pegada de carbono e aquecimento global

3

Importante

12345
RPEECO

Redução do Potencial de Ecotoxicidade

Risco de danos à vida aquática e terrestre

3

Importante

12345
AEOECO

Acidificação, Eutrofização, Ozônio

Degradação atmosférica e chuva ácida

3

Importante

12345
EEPECO

Ecoeficiência Potencial

Nota consolidada de ecoeficiência

3

Importante

12345

Domínios de Risco

7 critérios
RETRISCO

Retração

Tendência de encolher ao secar

3

Importante

12345
ADERISCO

Aderência

Ligação com aço e revestimentos

3

Importante

12345
ACURISCO

Acústica

Isolamento de ruídos (NBR 15575)

3

Importante

12345
BOMRISCO

Bombeamento

Fluidez e coesão para bombeamento

3

Importante

12345
FISRISCO

Fissuração

Risco de fissuras por calor ou carga

3

Importante

12345
CURRISCO

Cura

Endurecimento e ganho de resistência

3

Importante

12345
EXERISCO

Execução

Qualidade dos processos no canteiro

3

Importante

12345

Como funciona: O índice ECORISK é calculado usando a função de desejabilidade de Derringer-Suich (1980), onde cada peso define o expoente da função. Pesos maiores tornam o critério mais exigente.

Fórmula: ECORISK = (Ecoeficiência × 0.6) + (Gestão de Risco × 0.4)

Sustentabilidade em Ação

CarbonCore®
ESG Tracking

O módulo CarbonCore® transforma os indicadores ECORISK em métricas ESG tangíveis — desde a redução de CO₂ até a predição de vida útil da estrutura.

350

Toneladas de CO₂

Redução potencial por projeto de grande porte

100+

Anos de Vida Útil

Predição baseada em análise de riscos integrada

Sustainability Compliance
Carbon Footprint Tracking
Service Life Prediction
CarbonCore® ESG Tracking - Monitoramento de sustentabilidade em infraestrutura de concreto

Da teoria à prática:

Cada traço otimizado contribui para um futuro mais sustentável.

Pronto para Otimizar?

O Framework ECORISK está integrado ao MESTRES CORE PRO®. Comece a otimizar seus traços de concreto com base em ciência.

Referências Acadêmicas

Metodologia Base

[1] Derringer, G., & Suich, R. (1980). Simultaneous Optimization of Several Response Variables. Journal of Quality Technology, 12(4), 214-219.

[2] Souza, A. M. et al. (2021). Application of the desirability function for the development of new composite eco-efficiency indicators for concrete. Journal of Building Engineering, 40, 102374. DOI: 10.1016/j.jobe.2021.102374

[3] Costa, T. F. et al. (2024). CALCRETE: Uma Ferramenta Didática de Auxílio à Obtenção de Traços, Custos e Indicadores de Ecoeficiência de Concretos para Dispositivos Android. COBENGE 2024.

Ecoeficiência e Sustentabilidade

[4] Zandifaez, P. et al. (2024). A systematic review on energy-efficient concrete: Indicators, performance metrics, strategies and future trends. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 194. DOI: 10.1016/j.rser.2024.114297

[5] Adesina, A. (2020). Recent advances in the concrete industry to reduce its carbon dioxide emissions. Environmental Challenges, 1, 100004. Citado por 428.

[6] Ma, X. et al. (2025). A carbon footprint assessment for usage of recycled aggregate and supplementary cementitious materials for sustainable concrete. Journal of Cleaner Production. Citado por 39.

[7] Marandi, N. & Shirzad, S. (2025). Sustainable cement and concrete technologies: A review of materials and processes for carbon reduction. Innovative Infrastructure Solutions. Citado por 13.

Durabilidade e Vida Útil

[8] Alexander, M. & Beushausen, H. (2019). Durability, service life prediction, and modelling for reinforced concrete structures – review and critique. Cement and Concrete Research, 122, 197-217. Citado por 496.

[9] Cusson, D., Lounis, Z. & Daigle, L. (2011). Durability monitoring for improved service life predictions of concrete bridge decks in corrosive environments. Computer-Aided Civil and Infrastructure Engineering, 26(7), 524-541. Citado por 120.

Reologia e Empacotamento de Partículas

[10] Mandal, R. et al. (2023). Rheology of Concrete: Critical Review, recent Advancements and future prospectives. Construction and Building Materials, 392, 131829. Citado por 117.

[11] Kurda, R. et al. (2022). Mix design of concrete: Advanced particle packing model by developing and combining multiple frameworks. Construction and Building Materials, 320, 126219. Citado por 47.

[12] Sonebi, M. et al. (2023). Measuring Rheological Properties of Cement-based Materials. RILEM TC 266-MRP. Springer. Citado por 11.

Materiais Cimentícios Suplementares

[13] Lothenbach, B. et al. (2011). Supplementary cementitious materials. Cement and Concrete Research, 41(12), 1244-1256. Citado por 3912.

[14] Ahmed, A. et al. (2024). Assessing the effects of supplementary cementitious materials on strength, workability, and durability of concrete. Innovative Infrastructure Solutions. Citado por 51.